Queimadas: Entenda o impacto da fumaça na sua saúde e como se proteger

Nas últimas semanas, diversas regiões do Brasil têm enfrentado um aumento significativo nos focos de queimadas. Embora esse fenômeno seja comum nesta época do ano devido à escassez de chuvas, o cenário em 2024 é especialmente grave. A combinação de tempo seco, baixa umidade do ar e alta concentração de fumaça está tornando a respiração difícil para muitas pessoas. Segundo o Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram registrados mais de 154 mil focos de calor apenas em setembro.
O impacto das queimadas na saúde
A poluição atmosférica gerada pelas queimadas, aliada às ondas de calor típicas da estação, tem se tornado uma preocupação crescente. O material particulado presente na fumaça das queimadas pode afetar diretamente a saúde respiratória, especialmente de crianças e idosos. Entre os sintomas mais comuns estão ardência nas narinas e garganta, tosse persistente e dores de cabeça. Em pessoas com doenças preexistentes, como asma ou hipertensão, os sintomas podem ser agravados.
Especialistas alertam que crianças, por ainda estarem com o sistema imunológico em desenvolvimento, e idosos, que são mais vulneráveis a complicações, devem ter atenção redobrada. Nesses casos, é recomendável procurar atendimento médico rapidamente para avaliação e tratamento adequado.
Recomendações para reduzir os danos à saúde
O Ministério da Saúde divulgou uma série de orientações para minimizar os efeitos nocivos da exposição à fumaça das queimadas:
- Aumentar a ingestão de água e líquidos: Manter as vias respiratórias hidratadas ajuda a protegê-las dos poluentes.
- Fechar portas e janelas durante os horários de maior concentração de poluição para evitar a entrada de fumaça.
- Permanecer em ambientes fechados e, quando possível, com ar-condicionado e filtros de ar, para reduzir a exposição aos poluentes.
- Evitar atividades físicas ao ar livre enquanto os níveis de poluição estiverem altos.
- Não consumir alimentos ou medicamentos expostos à fumaça ou cinzas das queimadas.
- Utilizar máscaras do tipo N95, PFF2 ou P100 ao sair de casa, para reduzir a inalação de partículas.
Além dos efeitos respiratórios, a fumaça também pode afetar a pele. Segundo a dermatologista Anelise Dutra, o tempo seco causado pelas queimadas pode levar ao surgimento de problemas como dermatite atópica. “Com a umidade relativa do ar abaixo dos níveis adequados à saúde, a pele sofre com a redução natural da oleosidade, facilitando o surgimento de irritações”, explica a especialista.
Com o aumento dos focos de queimadas, é essencial adotar medidas de proteção para minimizar os efeitos na saúde, especialmente entre os mais vulneráveis. Manter-se informado e seguir as recomendações de saúde pode ajudar a reduzir os riscos durante essa crise ambiental.

