Governo brasileiro condena ataque cibernético que causou explosão de pagers no Líbano
Marwan Naamani/picture alliance via Getty Images

O governo brasileiro condenou o ataque cibernético que resultou na explosão coordenada de pagers no Líbano, nesta terça-feira (17). O incidente, que ocorreu simultaneamente em diversas regiões do país e também na Síria, deixou ao menos 11 mortos e centenas de feridos. O Ministério das Relações Exteriores divulgou uma nota em que expressa preocupação com o agravamento das tensões na região.

“Tais atos conduzem a uma escalada significativa de tensões na região e exacerbam o risco de alastramento do conflito. Demonstram, também, que, lamentavelmente, têm sido inócuos os múltiplos apelos da comunidade internacional para que atores no Oriente Médio exerçam máxima contenção”, afirmou o Itamaraty. O Brasil reiterou a importância do respeito à soberania e à integridade territorial dos países envolvidos e destacou a necessidade do cumprimento da Resolução 1701 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que visa estabilizar a região.

Comunidade brasileira no Líbano

A embaixada do Brasil em Beirute informou que não há registros de cidadãos brasileiros entre as vítimas do ataque e que está em constante contato com a comunidade brasileira para fornecer orientações. “A embaixada do Brasil em Beirute não tem registro de nacionais brasileiros entre as vítimas e está empenhada em prestar as orientações devidas à comunidade brasileira na delicada situação securitária em que se encontra o Líbano”, concluiu o comunicado.

Tensão crescente no Oriente Médio

O ataque cibernético aumentou as tensões no Oriente Médio, especialmente no Líbano e na Síria. Durante a ação, dispositivos eletrônicos usados por membros do Hezbollah, grupo xiita libanês, explodiram simultaneamente por volta das 15h30 (horário local). Em um comunicado, o Hezbollah responsabilizou Israel pelo ataque, embora o governo israelense não tenha se pronunciado oficialmente sobre o incidente.

As explosões coincidem com um período de alta tensão entre o Hezbollah e Israel, e a ação elevou os temores de uma possível escalada militar na já volátil região.

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