Papudinha exige termo de sigilo de profissionais de saúde escalados para atender Bolsonaro

Memorando determina revista, passagem por scanner corporal e assinatura de documento de confidencialidade antes do ingresso da equipe na unidade.
O comando do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, determinou que profissionais de saúde escalados para atender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpram regras específicas de segurança e sigilo.
Conforme documento expedido na sexta-feira (23/1), médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais integrantes da equipe previamente designada deverão passar por scanner corporal e por revista, procedimentos que ficarão a cargo do efetivo do 19º BPM.
O memorando também estabelece a assinatura obrigatória de um termo de responsabilidade, confidencialidade e sigilo de informação como condição para o atendimento na unidade.
O texto ainda proíbe a entrada com armas de fogo e objetos perfurocortantes que não sejam estritamente ligados a situações de emergência, além de itens considerados risco à segurança institucional.
A medida ocorre após decisão judicial que determinou a transferência de Bolsonaro para a Papudinha em 15 de janeiro, com a exigência de atendimento médico em tempo integral. A Secretaria de Saúde do DF também buscou apoio de profissionais da rede para completar escalas, diante da necessidade de cobertura contínua.

