Marco Rubio ameaça Delcy Rodríguez: “Pode ter o destino de Maduro”
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Em depoimento previsto para (28), secretário de Estado dos EUA diz que Washington pode usar força para garantir “cooperação máxima” da liderança interina da Venezuela.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, deve levar ao Senado norte-americano nesta quarta-feira (28) um aviso direto à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez: ela pode “ter o destino de Maduro” caso não atenda às exigências de Washington. O teor do recado aparece em trechos do discurso preparados para a audiência e divulgados pelo Departamento de Estado.

Nos textos antecipados, Rubio afirma que os EUA consideram a cooperação de Caracas essencial e não descartam medidas mais duras. “Estamos preparados para usar a força para garantir a máxima cooperação caso outros métodos fracassem”, diz um dos trechos divulgados.

A audiência ocorre em meio ao debate, dentro e fora dos EUA, sobre a operação que levou à captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro no dia (3) e sobre os próximos passos do governo Trump no país, incluindo questões de energia e segurança. Rubio deve defender a estratégia e responder a questionamentos de parlamentares sobre a legalidade e a transparência das ações adotadas.

Cooperação com Washington e pressão por petróleo

Delcy Rodríguez, que assumiu o comando interino após a saída de Maduro, vinha sinalizando disposição para negociar com os EUA, segundo relatos divulgados na imprensa internacional. Entre os temas citados estão a retomada de canais diplomáticos e medidas ligadas ao setor de petróleo, área considerada central na relação entre os dois países.

O tema energético ganhou ainda mais peso depois que Donald Trump afirmou, em discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos no dia (21), que os EUA “pegaram” 50 milhões de barris de petróleo da Venezuela.

“Chega de ordens”

Apesar das tratativas, Delcy elevou o tom em discurso na segunda-feira (26), ao afirmar que a Venezuela não aceita “ordens de Washington” e que o país deve resolver seus problemas sem interferência externa. Ao mesmo tempo, ela tem defendido mudanças na legislação do petróleo para atrair investimentos e adotar modelos como PPPs (Parcerias Público-Privadas) na reforma da Lei de Hidrocarbonetos.

No Congresso americano, Rubio deve sustentar que a cooperação da liderança interina será cobrada com metas concretas e que o governo Trump mantém a opção de ampliar a pressão caso considere que Caracas esteja “saindo da linha” em relação aos objetivos dos EUA.

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