Nathan Posner/Anadolu via Getty Images

O governo dos Estados Unidos negou qualquer envolvimento nas explosões de pagers no Líbano, que deixaram pelo menos onze mortos e milhares de feridos. A declaração oficial foi feita pelo Departamento de Estado nesta terça-feira (17), poucas horas após o ataque, em meio a crescentes tensões na região.

“Washington não teve qualquer envolvimento nas explosões de dispositivos de comunicação e está a trabalhar ativamente para recolher informações através de canais diplomáticos e outros meios”, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, em coletiva de imprensa.

O ataque, aparentemente causado por uma ação cibernética, aconteceu um dia após uma reunião entre o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e um representante do governo dos EUA em Tel Aviv. Durante o encontro, Netanyahu destacou a necessidade de intensificar as ofensivas contra o Hezbollah no Líbano, com o objetivo de garantir o retorno seguro de moradores do norte de Israel, que foram deslocados devido aos conflitos na fronteira.

Até o momento, o ataque contra o Hezbollah deixou cerca de 4 mil feridos, dos quais mais de 200 estão em estado grave, segundo o Ministério da Saúde do Líbano. Entre as vítimas fatais está uma criança de oito anos, o que intensificou a comoção. O grupo xiita Hezbollah acusou Israel de ser o responsável pelo ataque, embora o governo israelense ainda não tenha emitido uma declaração oficial.

Mesmo sem uma confirmação de Israel, o Hezbollah prometeu uma retaliação “em grande escala”, aumentando a tensão na região já fragilizada por meses de confrontos.

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