O que é o acordo nuclear New START entre EUA e Rússia, que expira nesta quinta
Arte Metrópoles

Último tratado que ainda impunha limites verificáveis aos arsenais nucleares estratégicos das duas potências, o New START chega ao fim no início de 5 de fevereiro de 2026, após extensão assinada em 2021.

O New START, sigla em inglês para Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas, é o acordo que limitou o número de ogivas nucleares estratégicas e de lançadores dos Estados Unidos e da Rússia, além de criar mecanismos de transparência, como troca de dados e inspeções. Assinado em 2010 e em vigor desde 5 de fevereiro de 2011, ele foi prorrogado uma única vez, por cinco anos, e agora chega ao fim.

O que o New START limitava

Pelos termos do tratado, cada país ficava restrito a, no máximo:

  1. 1.550 ogivas nucleares estratégicas implantadas

  2. 700 lançadores estratégicos implantados, como mísseis balísticos intercontinentais, mísseis lançados de submarinos e bombardeiros pesados
    Também previa até 18 inspeções por ano e notificações e declarações periódicas para verificação.

Por que isso importava

Na prática, o New START funcionava como um “freio” e um sistema de confiança mínima: os dois lados tinham regras claras sobre limites e, principalmente, meios formais de checar o que o outro estava fazendo. Sem o tratado, cresce o risco de opacidade e de corrida por expansão de arsenais, segundo analistas e entidades da área.

O que mudou depois da guerra na Ucrânia

Em fevereiro de 2023, a Rússia anunciou a suspensão da participação no tratado, o que na prática interrompeu inspeções e parte dos mecanismos de transparência, embora Moscou tenha dito que seguiria respeitando os limites numéricos. Os EUA, por sua vez, passaram a acusar a Rússia de descumprimentos ligados a inspeções e troca de informações.

Houve tentativa de estender de novo

Em setembro de 2025, Vladimir Putin sinalizou a possibilidade de manter os limites por mais um ano, até 2027, se os EUA aceitassem fazer o mesmo, mas não houve um novo acordo formal anunciado até a expiração.

E o “Domo de Ouro” entra onde

O tema também se cruza com o debate sobre defesa antimísseis nos EUA. O projeto apelidado de “Domo de Ouro” é citado por analistas como um fator que pode influenciar futuras negociações, porque sistemas de defesa podem alterar cálculos de equilíbrio estratégico.

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