Itamaraty admite “falha” após réu do 8/1 conseguir passaporte e fugir para a Espanha
Foto: Hugo Barreto

Segundo reportagem, documento foi emitido por consulado brasileiro mesmo com restrições judiciais; Itamaraty confirmou que houve falha e cancelou o passaporte após ser questionado.

Um réu investigado pelos atos de 8 de janeiro conseguiu deixar o México rumo à Europa usando um passaporte emitido por um consulado brasileiro, apesar de ter mandado de prisão em aberto e restrições impostas pela Justiça. Já em território espanhol, ele solicitou “proteção internacional”, pedido que deve ser analisado pelas autoridades locais em abril, segundo documentos citados em reportagens publicadas nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026.

Quem é o réu e como foi a emissão do passaporte

O homem é identificado como Apolo Carvalho da Silva, de 28 anos. De acordo com as informações divulgadas, ele estava no México e registrou um boletim de ocorrência alegando perda do passaporte. Com o registro, procurou o Consulado do Brasil no México e obteve um novo documento, emitido em 29 de setembro de 2025.

Fontes ouvidas pelas reportagens afirmam que não teria havido checagem prévia de restrições antes da emissão do passaporte.

Pedido de “proteção internacional” na Espanha

Após conseguir o documento, Apolo deixou o México e seguiu para a Espanha em dezembro de 2025. A primeira audiência para análise do pedido de proteção internacional está indicada para 16 de abril, segundo documentos citados nas reportagens.

Itamaraty reconhece falha e diz que revisa procedimentos

O Ministério das Relações Exteriores afirmou que houve “falha” e “concessão indevida” de passaporte, e que o documento acabou cancelado em 29 de janeiro de 2026, depois que o caso foi questionado pela imprensa.

Quando a Justiça pode impedir um passaporte

A própria Polícia Federal informa que processos cíveis ou criminais podem impedir a emissão de passaporte quando houver determinação judicial expressa.

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