Israel ataca Hospital em Gaza e mais 200 alvos no sul do Líbano
Ramiz Dallah/Anadolu via Getty Images

O exército israelense bombardeou um complexo hospitalar na região de Deir al-Balah, no centro de Gaza, nesta segunda-feira (14/10), afirmando que o local servia como um centro de comando do grupo Hamas. O ataque atingiu o Hospital dos Mártires de al-Aqsa, causando a morte de pelo menos quatro pessoas e deixando 40 feridos, entre eles mulheres e crianças, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.

Enquanto isso, as forças armadas de Israel também ampliaram suas operações no sul do Líbano, atacando mais de 200 alvos relacionados ao grupo xiita Hezbollah. Os ataques intensificaram-se após um ataque com drones realizado pelo Hezbollah contra uma base militar no norte de Israel, que resultou na morte de quatro soldados israelenses e deixou dezenas de feridos.

Impacto em Operações Humanitárias e de Saúde

O conflito está afetando operações humanitárias em Gaza. Durante a ofensiva no campo de refugiados de Nuseirat, Israel disparou bombas de tanques no domingo à noite (13/10), segundo a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA). Cinco dos projéteis atingiram uma escola da agência, que abrigava palestinos deslocados, resultando na morte de pelo menos 22 pessoas.

Além disso, os combates interromperam o início da campanha de vacinação contra a poliomielite, organizada pela ONU. A UNRWA relatou que a escola atacada em Nuseirat seria um dos pontos de vacinação. No entanto, informou que a campanha prosseguiu em outras localidades na manhã de segunda-feira.

A escalada militar na região e os ataques a alvos civis e humanitários levantam preocupações da comunidade internacional sobre o impacto do conflito na saúde pública e nas condições de vida dos civis. Organizações internacionais têm alertado sobre os efeitos devastadores desses ataques na já frágil infraestrutura de Gaza, exacerbando a crise humanitária.

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