Trump condiciona cargo vitalício em conselho para Gaza a aporte de US$ 1 bilhão

Proposta prevê cerca de 60 países com mandatos de três anos e possibilidade de permanência ampliada mediante contribuição ao fundo do grupo, sujeita à aprovação do próprio presidente dos EUA.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou que países convidados a integrar o chamado “Conselho da Paz”, criado para administrar a Faixa de Gaza, poderão obter um cargo vitalício mediante o pagamento de US$ 1 bilhão. A regra, segundo a proposta, valeria para integrantes que desejem permanecer além do mandato previsto inicialmente.
Entre os líderes convidados está o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. O convite teria sido encaminhado à embaixada brasileira em Washington na sexta-feira (16/1) e, até o momento, ainda não houve resposta oficial do Palácio do Planalto. A expectativa é que o tema seja analisado nos próximos dias.
De acordo com o documento, o conselho deve reunir cerca de 60 países, com mandatos de três anos. Para ampliar a permanência, o valor precisaria ser destinado ao fundo do conselho ainda no primeiro ano de funcionamento. A continuidade, porém, dependeria de aval do presidente do grupo, o próprio Donald Trump.
Além do Brasil, Trump também convidou países como Turquia e Argentina. O presidente argentino, Javier Milei, publicou a carta convite que recebeu e afirmou que seu país “sempre estará do lado” de nações que combatem o terrorismo e defendem a paz e a liberdade.
A composição ainda inclui nomes apontados como membros fundadores, como o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair. Também aparecem o enviado de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro do presidente.
A criação do conselho ocorre em meio ao lançamento da “Fase Dois” do plano de 20 pontos apresentado por Trump para encerrar o conflito em Gaza. Segundo Witkoff, o foco passaria do cessar fogo para temas como desmilitarização e uma governança tecnocrática. Trump, por sua vez, afirmou que a primeira fase do plano ampliou a ajuda humanitária e preparou o terreno para uma transição política.

