Rússia afirma ter abatido dois mísseis britânicos disparados pela Ucrânia

O Ministério da Defesa da Rússia informou nesta quinta-feira (21/11) que suas defesas aéreas abateram dois mísseis “Storm Shadow” de fabricação britânica, lançados pela Ucrânia. A declaração ocorre enquanto o conflito entre os dois países entra em uma nova fase de escalada, marcada pelo uso de armas de alta tecnologia e movimentações militares estratégicas.
As autoridades russas afirmaram que os mísseis foram interceptados em território russo, mas evitaram comentar sobre os detalhes da operação, alegando que a questão deve ser tratada pelos militares. A informação veio após uma reportagem do jornal britânico The Guardian, que revelou, na quarta-feira (20/11), que a Ucrânia utilizou pela primeira vez armamento fabricado no Reino Unido contra alvos russos.
O uso dos mísseis “Storm Shadow” é visto como uma resposta à suposta mobilização de mais de 10.000 soldados norte-coreanos enviados para reforçar a fronteira da Rússia com a Ucrânia. A presença dessas tropas foi apontada por autoridades dos Estados Unidos e do Reino Unido como uma escalada preocupante no conflito que já dura quase três anos.
Enquanto isso, a Ucrânia acusou a Rússia de lançar um míssil balístico intercontinental (ICBM) contra a cidade de Dnipro, no centro-leste do país, atingindo empresas e infraestrutura. Este tipo de armamento é conhecido por seu alcance de milhares de quilômetros e capacidade de transportar ogivas nucleares ou convencionais, marcando um novo nível de agressão no campo de batalha.
No entanto, o Kremlin não reconheceu oficialmente o uso do ICBM, e o Ministério da Defesa da Rússia omitiu qualquer referência a ele em seu briefing diário. As autoridades ucranianas afirmaram que estão conduzindo investigações sobre o ataque, enquanto a comunidade internacional acompanha com preocupação os desdobramentos da guerra.
Essa troca de acusações e a introdução de novos armamentos nas operações militares reforçam o temor de que o conflito entre Ucrânia e Rússia esteja se aproximando de um ponto de não retorno, com implicações globais cada vez mais graves.

