Presidente da Fiep diz que a mão de Deus está sobre o Brasil

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, afirma que a mão de Deus está sobre o Brasil e diz ser prova viva disso também como líder empresarial. “Sou um empresário de pequeno para médio porte e se não fosse o mover de Deus eu acho que não teria sido eleito presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná. Mais do que isso, [Deus] me conduziu a uma reeleição que também era improvável”, afirmou em entrevista ao Boas Notícias.

Campagnolo faz questão de expressar sua fé publicamente. Durante visita ao Show Rural Coopavel, ele usava uma pulseira que trazia uma frase do apóstolo Paulo. “Não me envergonho do evangelho.”

Com um estilo de gestão voltado ao social, mas sem viés de favorecimento, Campagnolo defende que cada pessoa, além dos seus compromissos empresariais e pessoais, precisa olhar para o seu vizinho, seu concorrente. “E a gente tem percebido que as pessoas têm tido essa preocupação de olhar seu concorrente como algo salutar em seus empreendimentos. A gente percebe que os valores cristãos no seio da família têm sido interessantes para que dentro das empresas esse cuidado aconteça. Percebe-se que as empresas que têm esse olhar mais humanitário, de cuidado social, acabam criando uma força para que a sociedade acabe interagindo um pouco mais e se doando um pouco mais”, destaca.

Evangélico, o líder empresarial também é um dos vice-presidentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e cita como exemplo de mais doação por parte das pessoas o investimento feito recentemente pela instituição Pró-Vida, de Curitiba, que doou uma escola no valor de R$ 25 milhões para o Sistema Fiep. “É um exército de pessoas imbuídas de boas intenções que fazem um fundo, um dízimo, e através desse dízimo presentearam o sistema Fiep através do Senai com uma escola de ultima geração em Curitiba”, relata.

Campagnolo levou a proposta de trazer uma escola também para Cascavel e Londrina. Inicialmente haverá uma escola na cidade do norte do Paraná. Essas doações ocorrem para que mais pessoas sejam qualificadas para o mercado do trabalho. Isso é apenas um dos exemplos que o Pró-Vida faz, mas o grupo também realiza doações para outras instituições como Apae e demais escolas. São doações como equipamentos, máquinas e veículos.

“A gente percebe que essa doação, não só econômica, mas de tempo, de ações, têm tornado nosso mundo melhor e, talvez, esses moveres deixam as pessoas melhores”, enfatiza o industrial. Ele destaca que os valores pregados por Jesus continuam válidos para os seus seguidores nos dias atuais.

Campagnolo destacou uma passagem bíblica que no dia da entrevista leu durante seu devocional matinal. O texto está nos evangelhos e relata uma passagem em que Jesus enviou seus apóstolos para levar a mensagem do Reino dos Céus, mas que eles deveriam ir sem levar dinheiro no bolso, sem alforjes, sem duas túnicas ou sandálias. Eles deveriam chegar às cidades e ser sustentado pelas comunidades e ali fazerem milagres. “E, de fato, faziam, e continuam fazendo nos dias de hoje”, afirma.

Edson Campagnolo, presidente da Fiep

O problema, segundo ele, é que nos dias atuais muitos desvirtuaram o evangelho e alguns pastores preferem andar de BMW ou possuem fundos de investimentos com dinheiro em outros países. “Então, aquela missão verdadeira que Jesus ensinou ao homem ela se desvirtuou porque o homem tem esse viés maligno. Mas felizmente tem mais pessoas boas do que pessoas más, por isso que eu acho que nossa humanidade tem melhorado e eu percebo isso nas comunidades em que vivo, na cidade onde tenho meus empreendimentos. A gente percebe que as pessoas estão se doando mais”, declara.

BOLSONARO

Para Campgnolo, a mão de Deus alcançou o Palácio do Planalto. “Quem sabe o presidente Bolsonaro vai ser portador de boas novas e a gente espera que os favores de Deus estejam na nossa nação”, ressalta.

O líder empresarial também vê como mover de Deus a aproximação do Brasil com Israel, mas defende parcerias com os países árabes que não sejam radicais. “Nós precisamos ver onde é que nós somos comuns, temos que nos aproximar tanto da corrente judaica quanto da muçulmana, não podemos ir aos extremistas, como os retaliadores grupos radicais, acho que isso não vem de Deus. Mas o mesmo Deus que é judeu, também é um Deus muçulmano no aspecto de que Deus é um só”, observa.

Ele destaca que é preciso se aproximar nos pontos em que o Brasil é comum com os países árabes.  “Aquilo que agente tiver diferença vamos deixar de lado, onde formos iguais vamos caminhar juntos nesse sentido, mas eu considero benéfico”, diz.

Luiz Carlos da Cruz – Da redação

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