Mês das Mulheres: A advogada apaixonada por basquete

A advogada Eduarda Scariott de Almeida, 34, tem uma história de amor com o basquetebol que começou na escola onde estudava, quando ainda tinha 10 anos. Diz que foi paixão à primeira vista e nunca mais consegui me afastar dessa modalidade esportiva.

“Foi através desse esporte que construí muitos momentos da minha vida, fiz amizades, viajei, tive vitórias e derrotas, aprendi e cresci como ser humano”, relata.

A Associação do Novo Basquete Feminino de Cascavel (NBFC) surgiu num cenário que vinha se arrastando havia uns sete anos. Já não havia mais meninas, principalmente crianças e adolescentes aprendendo o esporte.

“Então, com o objetivo de mudar essa situação, um grupo de amigas, que amam muito esse esporte, se juntou e decidiu formar uma associação de basquete feminino, juntamos várias gerações do basquete feminino em Cascavel. Isso era no fim de 2016 e a ideia principal era ter voz para reivindicar melhorias, verbas, formação de base da nossa Secretaria de Esportes. Realmente, a gente veio para fazer barulho e mostrar que não estávamos para brincadeira”, conta Eduarda.

A advogada admite que não foi nada fácil iniciar o projeto. “Só quem estava do nosso lado conhece a quantidade de obstáculos que tivemos que transpor. Como uma grande parte das mulheres do mundo todo, nós passamos por situações de preconceito, de pessoas não acreditarem que seríamos capazes de concretizar tudo que estávamos sonhando”, diz.

Incentivo

Eduarda faz questão de destacar o apoio inicial que a NBFC recebeu da Associação de Basquete Masculino de Cascavel (Abasmavel) e do professor  Pedro de Almeida, que acreditaram no potencial das meninas e foram uma mão amiga na hora de iniciar o projeto.

Os anos se passaram e equipe foi comprovando dia após dia a seriedade e comprometimento de todos em fazer acontecer o basquete em Cascavel. “Quando não tinha dinheiro, fazíamos eventos para arrecadação de fundos, com isso a gente pagava técnico, comprava uniforme, fazia camiseta de treino para as escolinhas. Sim! Desde o primeiro ano de existência da NBFC, além dos treinamentos para mulheres adultas, sempre tivemos um compromisso sério em formação de base de novas atletas, através de treinos para crianças e adolescentes”, relata.

Ao longo dos anos seguintes, mais mulheres passaram a apoiar o projeto e a NBFC passou a ter mais associadas, amigas que unidas decidiram transformar o basquete feminino e deixar suas marcas na cidade.

Orgulho desportivo

“O que dá mais orgulho em ser uma mulher no esporte é a gente se reconhecer no olhar das nossas colegas de time, saber que cada uma tem uma força única e que, estamos sempre unidas para nos apoiar em momentos de dificuldade. É fascinante saber que novas gerações de meninas donas de si e empoderadas estão vindo”, destaca.

Segundo ela, é fundamental que haja mais  mulheres no cenário do esporte cascavelense. “Mulheres fortes, sendo respeitadas, valorizadas, estando em pé de igualdade com os homens e sendo reconhecidas por tudo que fazem diariamente”, ressalta.

O interesse pelo esporte inicia cedo, quando as crianças estão nas séries iniciais na escola. ”Por isso, acredito que o melhor caminho para incentivar o esporte, não só para as mulheres, mas para os homens também, é promover a atividade esportiva na escola”, frisa.

Inspiração

No mês da mulher, a reportagem do Boas Notícias quis saber de Eduarda quem são as mulheres que a inspiram nas mais diferentes áreas. “São muitas as mulheres que me impressionam. A minha vida toda foi marcada por mulheres fortes, sejam elas da família ou amigas. Vou me ater a mencionar algumas mulheres que me inspiram, minha tia Vera Luce de Almeida, uma jovem cientista brasileira chamada Gabriela Bailas  – caso não conheçam, vale uma visita no Youtube – e a maravilhosa Manuela Davila.

 

 

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