Participação às urnas chega a 45,51% em Portugal e marca maior afluência desde 2006
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Dados preliminares apontam aumento expressivo na ida às urnas em relação a 2021, em uma eleição presidencial com disputa fragmentada e possibilidade de segundo turno.

Ao menos 45,51% dos eleitores de Portugal foram às urnas neste domingo (18/1) para escolher o novo presidente do país, segundo dados preliminares da Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna.

O percentual é o mais alto desde 2006, quando a participação chegou a 45,56%. Em comparação com as eleições de 2021, o índice atual é cerca de 10 pontos percentuais maior, indicando maior mobilização do eleitorado.

Percentuais registrados em eleições anteriores

2006: 45,56%
2011: 35,16%
2016: 37,69%
2021: 35,44%
2026: 45,51%

Neste ano, o número de eleitores aptos a votar era de 11.039.672, superior ao registrado em 2021. Desse total, cerca de 1,7 milhão vivem no exterior. A votação se encerrou às 19h (horário local) e a apuração está em andamento.

Disputa fragmentada e cenário imprevisível

A corrida presidencial reúne 11 candidatos: André Pestana, André Ventura, António Filipe, António José Seguro, Catarina Martins, Henrique Gouveia e Melo, Humberto Correia, João Cotrim de Figueiredo, Jorge Pinto, Luís Marques Mendes e Manuel João Vieira.

Para vencer já neste domingo, o candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos, excluídos brancos e nulos.

Apesar de liderar as sondagens e ter presença praticamente garantida em um possível segundo turno, André Ventura enfrenta elevada rejeição, o que pode dificultar sua eleição na fase final da disputa. Já o socialista José Seguro aparece como favorito em cenários de segundo turno, especialmente em confronto com Ventura.

Segundo a Comissão Nacional de Eleições, puderam votar cidadãos portugueses inscritos no recenseamento e também cidadãos brasileiros residentes em Portugal com estatuto de igualdade de direitos políticos.

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