Criada em Curitiba, Semana do Avivamento será oficializada

Projeto de lei foi aprovado em 1º turno; evento surgiu em 2011 e reúne milhares de pessoas de diferentes igrejas evangélicas

Votação do projeto de lei, de autoria de Guilherme Kilter, foi acompanhada por pastores de diferentes igrejas evangélicas. (Foto: Carlos Costa/CMC)

Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aprovou, na sessão desta quarta-feira (26), em primeiro turno, projeto de lei com o objetivo de oficializar a Semana do Avivamento (SDA) como um evento oficial da cidade. “A SDA representa um dos maiores movimentos de unidade entre igrejas evangélicas do Brasil, superando divisões denominacionais históricas e promovendo cooperação e fé que transcendem diferenças teológicas”, explicou o autor da proposta, o vereador Guilherme Kilter (Novo).

O objetivo do projeto de lei é fixar a realização do evento no calendário oficial de Curitiba, na terceira semana do mês de julho. Kilter reforçou que a proposição apenas formaliza a Semana do Avivamento, dando “preferência [a ela] diante de outros eventos”. “Ela coloca na lei aquilo que já acontece há muitos anos”, acrescentou.

O autor explicou que a Semana do Avivamento surgiu a partir da participação de cinco pastores de Curitiba em evento internacional para líderes da juventude realizado na Malásia, em 2011. No retorno à capital paranaense, eles passaram a promover encontros com a intenção de fomentar “a unidade entre denominações evangélicas e o avivamento espiritual, reconciliação, restauração de famílias e transformação social”.

Conforme o vereador, o primeiro evento estruturado ocorreu em 2014, com 5,3 mil participantes. “O impacto foi tão significativo que decidiram perpetuar a realização anual do evento, na terceira semana de julho”, prosseguiu. Em 2024, já presente em 86 cidades de 6 países, a SDA alcançou mais de 200 mil pessoas. “Batistas, presbiterianos, luteranos, menonitas, quadrangulares, metodistas, assembleianos e diversas outras igrejas participam ativamente do movimento, todos os anos.”

Impactos sociais e econômicos do movimento

Ainda na discussão do projeto de lei, Guilherme Kilter defendeu que a Semana do Avivamento vai além do âmbito religioso. O autor pontuou que as contribuições sociais do movimento reúnem ações como a reinserção social de pessoas com dependência química. “E, sem dúvidas, movimenta intensamente a rede hoteleira, o comércio, o transporte e a alimentação de Curitiba, sem qualquer custo ao Poder Executivo, já que o evento é integralmente financiado por doações e pelas próprias igrejas”, declarou.

“Enquanto o jovem está numa igreja, não está usando drogas”, citou a vereadora Carlise Kwiatkowski (PL). Os vereadores Indiara Barbosa (Novo) e Jasson Goulart (Republicanos) se somaram ao debate da iniciativa, em apoio tanto à Semana do Avivamento quanto ao trabalho social e espiritual das igrejas.

Vanda de Assis (PT) liberou o voto da Oposição, mas justificou o voto negativo. “O que eu sou contra é que o Município assuma o papel de cuidar de qualquer prática religiosa, […] o Estado é laico”, disse ela. Em resposta à vereadora, Kilter defendeu que o projeto não obriga o Município “a adotar nada” e que o evento é realizado sem dinheiro público.

Aprovada com 24 votos favoráveis, 1 contrário e 1 abstenção, a proposta retorna à ordem do dia, na próxima segunda-feira (1º), para a análise em segundo turno. Se confirmado pelo Plenário, o projeto segue para a sanção do Executivo. O debate foi acompanhado pelos pastores ⁠Lucas Zub Dutra, da Primeira Igreja Batista (PIB) de Curitiba; Thiago Borges, da Comunidade Cristã de Curitiba; Ben-Hur Novais, da Primeira Igreja Quadrangular de Curitiba; Henrich Scheroki, do SDA Outreach; ⁠Romulo Corrêa, da Igreja Batista Bom Retiro; ⁠Daniel Oliveira, da Igreja Nova Aliança; ⁠Thiago Pinheiro, da Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ) Campina Grande do Sul; e Tiago Ferreira, da Igreja Batista Shalon.

As informações são da Assessoria de Imprensa da Câmara de Curitiba

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