China alerta para risco global após promessa de tarifas de Trump
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Pequim reforça diálogo e avalia impacto de novas taxas comerciais anunciadas pelo presidente eleito dos EUA

A China reagiu nesta terça-feira (26/11) às declarações do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que prometeu impor tarifas substanciais sobre mercadorias chinesas, mexicanas e canadenses. “Ninguém vencerá uma guerra comercial”, afirmou Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, em resposta às ameaças de Trump de taxar em 10% os produtos chineses e em 25% os bens importados do México e do Canadá.

Pequim destacou sua disposição para manter “diálogo e comunicação” com a equipe do republicano, que assume a presidência em janeiro. Contudo, os impactos já começaram a ser sentidos: as bolsas europeias abriram em queda nesta terça-feira, com reflexos no mercado global.

Promessa de campanha e impacto global

Em uma publicação na rede Truth Social, Trump reafirmou que as tarifas fazem parte de sua estratégia de combate ao tráfico de drogas e à imigração ilegal. “Este imposto permanecerá em vigor até que as drogas, especialmente o fentanil, e todos os imigrantes ilegais parem esta invasão do nosso país”, escreveu.

Além disso, o presidente eleito ameaçou taxas ainda mais agressivas, como tarifas de até 60% sobre produtos chineses específicos e 200% sobre veículos importados do México. Especialistas alertam que tais medidas podem desencadear aumentos inflacionários nos Estados Unidos, à medida que os custos recaem diretamente sobre os consumidores americanos.

Resposta da China: estratégia de adaptação

Diante das possíveis sanções, a China intensifica esforços para reduzir sua dependência do mercado americano. As estratégias incluem:

  • Fortalecimento de relações comerciais com países do Sul global e da Europa;
  • Promoção de comércio multilateral por meio de novos acordos e cúpulas internacionais;
  • Iniciativa “Made in China 2025”, que busca avançar em indústrias de alta tecnologia e reduzir a necessidade de importações.

Além disso, muitas empresas chinesas já estão realocando suas produções para países como Vietnã, Malásia e Tailândia, como forma de evitar as tarifas planejadas por Trump ao exportar para os EUA.

Riscos para a economia mundial

Economistas e o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertam que as tarifas punitivas planejadas pelos EUA podem desacelerar o crescimento econômico global em 0,5%, potencialmente levando a uma recessão. O impacto seria sentido não apenas nos países diretamente afetados, mas em toda a cadeia comercial global.

A possibilidade de retaliações por parte da China e outros países, com a imposição de suas próprias tarifas sobre produtos americanos, adiciona uma nova camada de instabilidade ao cenário econômico global.

 

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