Ataques israelenses em Gaza já deixaram mais de 44 mil mortos

O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, divulgou nesta quinta-feira (21/11) que mais de 44 mil pessoas morreram e 104 mil ficaram feridas nos ataques israelenses desde o início da ofensiva na Faixa de Gaza, em 7 de outubro de 2023. A crise humanitária no enclave palestino atinge proporções alarmantes, com famílias inteiras sendo vitimadas nos bombardeios.
Segundo o relatório divulgado pelo ministério, apenas nas últimas 24 horas, 71 pessoas morreram e 176 ficaram feridas em novos ataques israelenses. O órgão também destacou a dificuldade das equipes de resgate em acessar vítimas que permanecem sob os escombros devido à intensidade dos bombardeios. Desde o início da ofensiva, em outubro, mais de 44 mil palestinos perderam a vida, sem distinção entre combatentes e civis, de acordo com os dados fornecidos.
O Ministério da Saúde de Gaza acusou Israel de cometer cinco massacres contra famílias palestinas no território. Os ataques têm agravado a situação humanitária, com a infraestrutura da Faixa de Gaza amplamente destruída e milhares de pessoas sem acesso a cuidados médicos, abrigo ou suprimentos básicos.
Enquanto isso, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou uma recompensa de US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 30 milhões) por cada refém resgatado da Faixa de Gaza. A proposta inclui garantias de abrigo para palestinos que auxiliarem no resgate dos cativos, capturados pelo Hamas durante os ataques de outubro. Netanyahu apresentou a oferta durante uma visita ao enclave palestino na última terça-feira (19/11).
A escalada de violência desde o início do conflito tem despertado a atenção da comunidade internacional, que pressiona por um cessar-fogo e por soluções diplomáticas para evitar uma catástrofe humanitária ainda maior. Contudo, tanto Israel quanto o Hamas seguem inflexíveis em suas posições, alimentando o ciclo de destruição e perdas humanas na região.

