Fundação ligada ao PT lança cartilha para orientar diálogo com evangélicos nas eleições

A Fundação Perseu Abramo, entidade vinculada ao PT, lançou na terça-feira, 13, uma cartilha para facilitar o diálogo de seus quadros com o eleitorado evangélico. Como mostrou o Estadão, trata-se de mais um passo na tentativa reverter a rejeição do PT junto aos protestantes nas eleições municipais. O partido lançou mais de 2 mil candidatos identificados como evangélicos, entre 15 mil oficializados ao todo.

A Fundação Perseu Abramo, entidade vinculada ao PT, lançou na terça-feira, 13, uma cartilha para facilitar o diálogo de seus quadros com o eleitorado evangélico. Como mostrou o Estadão, trata-se de mais um passo na tentativa reverter a rejeição do PT junto aos protestantes nas eleições municipais. O partido lançou mais de 2 mil candidatos identificados como evangélicos, entre 15 mil oficializados ao todo.

Assim como as diretrizes repassadas durante um seminário nacional aos filiados, o PT destaca na cartilha que os governos petistas aprovaram medidas benéficas aos evangélicos, como a Lei da Liberdade Religiosa e a instituição do Dia Nacional da Marcha para Jesus, por exemplo. E também ensina como lidar com perspectivas adversárias sobre a religião:

“Grupos políticos conservadores têm usado a ideia da perseguição à fé cristã como isca aglutinadora dos evangélicos. Nesse sentido, é essencial afirmar a liberdade religiosa e respeitar as opiniões, de modo a evitar aglutinar os conservadores junto aos fundamentalistas”, orienta o texto.

Ainda que passe por assuntos empregados e politizados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como a valorização da família e da Bíblia, as instruções vão por caminhos distintos, para se diferenciar da bordagem conservadora.

“Muitas das famílias do Brasil são lideradas por mulheres negras e evangélicas de periferia, que colocam o bem-estar de seus filhos como um objetivo central de suas vidas”, menciona o documento, dando ênfase à questão de raça, gênero e classe, que não costuma aparecer entre religiosos bolsonaristas. “A família é um eixo central da narrativa bíblica (Gênesis 12.3; Deuteronômio 6.4-9; Rute 1:16-17)”.

Outra diferenciação do documento em relação à interpretação bolsonarista é a defesa dos direitos humanos, com menção explícita aos ensinamentos de Jesus Cristo como base para a Declaração Universal dos Direitos Humanos: “O próprio Jesus dá uma série de exemplos de como tratar com humanidade e dignidade as pessoas que são diferentes dele, seja em questão de gênero, nacionalidade, cultura, condição social ou formação”.

Fonte: Jornal de Brasília 

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