Embaixada Solidária lança “Tolerância Zero” contra a violência no Dia da Mulher

A campanha foi lançada no Dia Internacional da Mulher (08), no momento em que a Secretaria Municipal da Mulher e a viatura da Guarda Municipal dedicada ao atendimento da Lei Maria da Penha e proteção as mulheres visitaram a sede da entidade, localizada no Jardim São Francisco. A campanha “Tolerância Zero, violência não é cultura”, será desenvolvida durante o ano inteiro e visa denunciar e cobrar a punição de qualquer tipo de violência contra o público feminino seja estrangeiro ou entre as mulheres nativas.

A Campanha é uma iniciativa da Embaixada Solidária, em parceira com Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres e a Guarda Municipal com a Patrulha Maria da Penha, para combater a violência contra mulheres sendo elas estrangeiras ou brasileiras.

A assessora jurídica da Embaixada Solidária, Eliziane Alonço dos Reis, ressalta que a necessidade da campanha é pelo índice de mulheres estrangeiras com os direitos violados. “Vemos diariamente a vida das mulheres serem atingidas por diversos tipos de violência. Esse ano será destinado para desarticular toda e qualquer tentativa de violência contra a mulher”, destaca.

De acordo com Eliziane Alonço, advogada da Embaixada Solidária, se fazer entender que a lei é para todos e que todos são iguais perante a lei, ou seja, para estrangeiros e brasileiros as penas são as mesmas. E para os estrangeiros tem um agravante que pode implicar em sua permanência no país.

A secretária da mulher, Jennifer Teixeira,  explanou sobre a parceria, com a Embaixada Solidaria e a Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal, e que são muitas as dificuldades, e a principal é a comunicação com as mulheres estrangeiras, pois não conseguindo expressar o que querem e o que sentem, não é possível ajudar de forma incisiva.

“Precisamos vencer a barreira do idioma e integrar culturas para que essas mulheres não sejam silenciadas e que a rede possa atender de forma plena e eficaz”, afirma Jennifer, lembrando que parceria será formada uma turma com funcionários públicos para aprender francês e o criole, sendo que a  Embaixada Solidária vai ceder uma professora para essas aulas’,

A Secretaria também vai cadastrar mulheres estrangeiras, para que elas sejam assistidas, e tenham acompanhamento psicossocial. A Guarda Municipal com a patrulha Maria da Penha, fica a parte das execuções dos mandados de medidas protetivas que chegam pelo juiz junto com a Delegacia da Mulher.

A Embaixada Solidária é a porta de entrada das mulheres, estrangeiras e brasileiras, fazendo os primeiros socorros, tanto na parte social quanto na Assessoria Jurídica.

Texto: Ederlize Alonço dos Reis – Da redação

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