Aposentado adota e preserva área de fundo de vale

Hoje, o local é exemplo de conservação entre os moradores

Um terreno com quase 13 mil metros quadrados, localizado entre as Marechal Cândi Rondon, Regente Feijó e a XIV de Novembro, nos bairros Neva e Parque São Paulo hoje é uma área verde, espaço preservado em um fundo de vale. Isso, no entanto, nem sempre foi assim. Por anos, o local serviu como depósito de entulhos.

A manutenção  do imóvel era feita, mas não atendia  as necessidades dos moradores do entorno. Foi aí que o aposentado Antonio Antonele Sobrinho decidiu adotar o  lugar e passou a cuidar. Junto com  a Associação de Moradores da Neva e a ONG Amigos dos Rios, ele passou a fazer a manutenção do local. Cortou todo capim, juntou o lixo e o entulho, e iniciou o plantio de árvores nativas e frutíferas.

Hoje, o local é exemplo de conservação entre os moradores. “Apesar de todo o trabalho que já fiz e faço aqui, fico triste quando vejo que ainda assim tem pessoas que voltam a jogar lixo, entulho e galhos de árvores no terreno. Eu queria que as pessoas respeitassem mais”, desabafou seu Antonio. Ele disse ainda que mesmo com a atitude das pessoas em agredir o meio ambiente, não irá desistir. “Enquanto eu tiver forças e saúde vou cuidar deste lugar”, afirma.

No terreno que faz divisa com o Parque São Paulo e Neva já foram plantadas amoreiras, ameixeiras, pintangueiras,  pés de araça, bananeiras,  todas estão produzindo e ainda há as árvores nativas como angicos, ipês, canela, entre outras variedades. “ É bonito ver as pessoas vindo aqui  usando este local, fazendo  fotos, desfrutando de um espaço que foi adotado pela comunidade”, disse o presidente da ONG Amigos dos Rios, Antonio Marcos Nogueira.

Envolvimento da comunidade

A ideia é envolver outras comunidades neste projeto e transformar estes fundos de vale em áreas de lazer para que possam ser desfrutadas pelos moradores . “Este é um exemplo de que preservar e cultivar a natureza dá certo sim. Temos aqui um espaço lindo, onde os moradores usam com frequência,  principalmente agora que gente vive um momento de estresse, esta é uma área que transmite paz e calma para as família. As pessoas frequentam, tomam seu terêrê e as crianças  tem contato com a natureza”, explicou Indialara Rossa, educadora ambiental da Sema.

Pelo parque linear corre o rio Quati-Xico, que vem sofrendo transformações  com as ações de preservação. Nas águas que nascem no centro da cidade, cortam todo o Parque Tarquinio e correm para o Rio Cascavel é possível ver cardumes de peixes e a recuperação  do local cheio de nascentes de água. “ É assim, quanto mais a gente cuidar, mais a natureza nos devolve  de forma generosa”, concluiu a estudante de biologia, Bruna Willemann.

Foto e Texto: Secom Cascavel

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