Após 37 anos preso, monarca é libertado e terá pensão vitalícia

Após ficar 37 anos preso após a tomada de Jerusalém pelo exército babilônico, o rei Joaquim, da Tribo de Judá, foi solto e vai receber pensão vitalícia para seu sustento. A regalia do ex-governador que teve uma passagem meteórica no comando dos israelitas foi concedida por Evil-Meroaque, o novo governante da Babilônia.

Joaquim receberá pensão vitalícia

Evil-Meroaque tratou Joaquim de forma diferente aos demais monarcas presos ao longo dos anos durante conflitos com nações da região. Além de ganhar a liberdade, ele foi elevado a um posto mais alto que os demais. O reinado de Joaquim em Judá começou quando ele tinha apenas 18 anos, mas durou apenas três meses. As atitudes do rei desagradaram a Deus, o Senhor dos Exércitos. Surpreendido pelas tropas de Nabucodonosor, rei da Babilônia, ele viu Jerusalém ser sitiada e seu exército não teve como resistir.

Joaquim, sua mãe e os oficiais de seu governo se entregaram a Nabucodonosor. Destronado, Joaquim foi levado prisioneiro para a Babilônia. Nabucodonosor também fez uma limpa nos tesouros do palácio e do templo dos israelitas. Objetos de ouro que o então rei Salomão havia feito para o templo foram despedaçados pelas tropas de Nabucodonosor. Cerca de dez mil pessoas foram feitas prisioneiras e levadas para a Babilônia.

Poucas pessoas ficaram em Jerusalém após a tomada da cidade.

De acordo com relatos de pessoas que acompanharam o desenrolar dos fatos, apenas as pessoas consideradas pobres permaneceram na cidade. O próprio Nabucodonosor nomeou Matanias, tio do rei deposto, como novo governador de Judá e mudou o nome dele para Zedequias, na época com 23 anos.

Após 11 anos no poder, Zedequias se rebelou contra Nabucodonosor e viu Jerusalém novamente ser invadida por tropas babilônicas que acamparam ao redor da cidade e construíram rampas de ataque para alvejar pontos estratégicos da cidade.

Preso pelo exército babilônico, Zedequias ouviu do próprio Nabucodonosor sua sentença. Ele foi obrigado a assistir a morte de seus filhos e depois teve os olhos perfurados pelos soldados. O palácio e o templo em Jerusalém foram saqueados incendiados pelos babilônicos, liderados pelo comandante-geral do exército, Nebuzaradã, que também ocupava a função de conselheiro do rei.

 (O texto acima pode ser encontrado no livro de 2º Reis, capítulos 23, 24 e 25)

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