Ação social: Pandemia de amor

Em tempos complicados, iguais a esse que estamos vivendo, que nos fazem refletir que a solidariedade e o amor ao próximo precisam estar em nossos corações e em nossas ações

Nem só de dor é feita uma Pandemia. Em tempos complicados, iguais a esse que estamos vivendo, que nos fazem refletir que a solidariedade e o amor ao próximo precisam estar em nossos corações e em nossas ações. A empatia deve ser maior que o medo, a fome, a dor e a solidão. Entender e acreditar que o pouco que cada um faz é o bastante para o próximo. Uma linda colcha de retalhos que vai unindo histórias e corações em Toledo.

Quando a pandemia bateu em nossas portas, muitos de nós se viram em uma situação que nunca imaginaríamos que fossemos vive. Mesmo tendo alimento e alento ficamos preocupados, mas muitos não tiveram opção de simplesmente ter esperança.

A esperança veio em forma de solidariedade, de muitos voluntários com muito amor e fé no próximo. Cada um desses anjos colaboraram de forma especial, para que muitas pessoas ficassem com pelo menos o básico durante a quarentena. Uma quarentena que foi muito, muito mais além que seu significado de quarenta dias.

Seu Sebastião costurou máscaras o tempo todo e as doou para quem não conseguia comprar.

“Quando a pandemia iniciou ficamos todos em casa isolados, pois somos do grupo de risco. Então um dia minha esposa viu no Facebook que a Edna Nunes postou que precisava de voluntários para costurar máscaras que seriam para a Embaixada Solidária doar para os estrangeiros e a quem precisasse. Como eu sei costurar e estávamos em casa com tempo sobrando, eu me candidatei a voluntário. Pensei eu posso fazer isso pelo meu próximo. E assim foram muitas máscaras costuradas e prontas para alguém usar. Contei com a ajuda da minha filha e minha esposa. sentimento de alegria, na hora de mandar recado para Edna; vem buscar que estão prontas, não tem explicação. Aí sempre ela já mandava mais. Um gesto simples, mas que estaria protegendo muitas pessoas dessa doença. Me senti muito feliz em poder ajudar”.

A dificuldade do idioma

 

Separa nós foi complicado entender a gravidade que estávamos prestes a começar a presenciar com o novo coronavírus, para compreender a gravidade e todos os cuidados que tivemos que adotar, imagina para os estrangeiros que não falam e ainda não entendem o português. Para auxiliar muitas famílias de estrangeiros aqui em Toledo para que se cuidassem, a Ruth Marie Rosena Nicolas gravava vídeos em vários idiomas e enviava para as famílias. O material atravessou fronteiras e ajudou estrangeiros em todo o país. Ela foi a voz da informação diante de
um monstro que não escolheu etnias. Traduziu consultas, mediou conflitos e uniu povos.

“Fiz alguns vídeos com a Prefeitura, Secretária de Saúde, traduzindo as informações essenciais sobre a Covid, entre outras coisas. Foi muito gratificante poder auxiliar nesses processos. encontramos muitas barreiras desde o início da pandemia, mas a barreira da língua portuguesa é uma das mais difíceis que nós estamos lidando até hoje. Espero seguir doando minha contribuição humanitária. Acredito que é se colocar no lugar do outro, de querer para essa pessoa a melhor vivência possível em solo estrangeiro. Eu não tive auxilio em relação ao idioma quando eu cheguei, mas eu consegui me virar só que nem todos conseguem sem a ajuda de alguém. Não só a respeito do idioma, queremos uma vida melhor para todos e isso só é possível se amarmos e nos importarmos com o próximo, não importa quem ou de onde vem. O mundo é uma grande casa comum de toda gente e povos”.

Auxílio no momento de dor

 

Quanta bondade se pode haver em um só coração? Uma quantidade imensurável. Arthur Gava, um jovem cristão, médico veterinário, estudante de teologia, com um coração gigantesco, com muito amor e fé, não mediu esforços para ajudar e ajuda a todos, todos os dias.

Arthur ajudou no momento em que ninguém deseja passar, mas que nos é certo, o momento de partir do plano terrestre.

“Foram duas as situações em que pessoas falecidas não tinham quem fizesse o ofício do sepultamento por questões burocráticas denominacionais. O que me motiva a fazer isso não é nem o fato de ter estudado teologia, mas sim aquilo que Jesus ensina para toda pessoa que professa a fé cristã; amar. A sétima obra de misericórdia fala sobre enterrar os mortos isso é tão importante quanto dar de comer para alguém. No meu ponto de vista, Jesus se preocupava com as pessoas por completo. Diz a palavra de Deus em Jeremias “Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci”, todos os seres humanos foram amados e são amados por Deus antes mesmo de nascerem, O cuidado com o sepultamento parte do princípio de que todos viemos do pó e todos voltaremos ao pó “Com o suor do teu rosto comerás o teu pão, até que voltes ao solo, pois da terra foste formado; porque tu és pó e ao pó da terra retornarás!”, se cremos que Deus ama a todas as pessoas, e que seu plano redentor é de salvar a toda humanidade nosso dever é servir. Neste sentido e motivado pela fé é que tomei a iniciativa de acolher essas pessoas e recomendá-las a graça e a misericórdia de Deus após a sua morte, creio que Jesus faria a mesma coisa, não acho que fiz nada mais que minha obrigação, apenas fiz aquilo que me foi ordenado no batismo, através da fé. Importante é que a gente esqueça de nós mesmos. Na hora de servir a gente precisa esquecer nosso nome, nosso sobrenome, nossas dores e nossos sabores, precisamos estar inteiramente a serviço e escondidos em Cristo. Que todas às pessoas que já tenham ouvido sobre a
história de Jesus e se sintam impactadas por ela tenham sempre à disposição em se colocar a serviço das pessoas e da criação de Deus, com o coração aberto e cheio de fé , que possamos nos esforçar para viver em busca de um mundo mais humano e justo para todas as pessoas.”

 

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