Uma missão para lideres 

Edna Nunes
De Toledo
Eles são diferentes, com vertentes distintas, doutrinas diversas. Os ministérios deles se encontram por pontos comuns. Todos são líderes espirituais e levam sobre os ombros os diferentes chamados que convergem para a mesma fé. A Associação dos Ministros Evangélicos de Toledo (AME), oram, debatem, decidem e lideram movimentos que levam em consideração a propagação do evangelho e a defesa da fé.
Desde que foi criada a AME já organizou eventos, campanhas de oração, marchou para Jesus inúmeras vezes e tantas outras foi convocada para decisões importantes e intervenções sociais e religiosas. Os evangélicos conquistaram através da entidade a oficialização de sua integração com a comunidade.
Há cerca de um ano o pastor Júlio César Viera, que é formado em Comunicação Social e teologia assumiu a entidade.  Júlio tem trabalhado para fortalecer a entidade e isso começou pela definição do Calendário de Eventos 2018.
Reunião da Associação dos Ministros Evangélicos de Toledo (Foto Eduardo Silva)

Marcha Para Jesus

Toledo e Cascavel terão uma missão em comum. “Estará conosco o Pastor Daniel, Presidente da Opevel – Ordem dos Pastores de Cascavel – para firmar um convite especial para a participação das Igrejas de Toledo na Marcha para Jesus juntamente com eles”, comemora.  O encontro aconteceu no sábado, dia 31 de março.
“Creio que o nosso maior desafio para este tempo é levar a Igreja em Toledo ao propósito da unidade. Jesus diz no Evangelho de João 13.35 “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”, afirma Júlio.
O líder não ignora a frágil fase da humanidade. “Falando em tempo de crise, ou crises, pois parece que em todas as áreas da sociedade são noticiadas crise, seja ela financeira, política, moral, social, religiosa, enfim crise total.  Creio que a Igreja, se levantando no propósito verdadeiro da sua existência, tornar-se-á um ponto de referência para a sociedade, pois biblicamente a ela se destina a missão de ser coluna e baluarte da verdade”, acredita.
“Inclusive abordamos também estes assuntos de ordem social na AME Toledo, nos estimulando a novas formas de pensar, fazendo a leitura da nossa essência evangélica e dialogando com os tempos atuais e a necessidade de mudanças, bem como princípios que não podem ser negociáveis”, defende Júlio.
Quanto ao cenário atual da fé, este é um ponto de fundamental atenção, segundo o pastor. “Parece que fé e pós-modernidade são assuntos opostos, assolados severamente pela relativização de tudo, “o derretimento dos sólidos” conforme a abordagem de Zygmunt Bauman, onde a modernidade revela uma sociedade líquida. Imagino que vivemos em um ponto de tensão entre estas realidades, pois ainda cremos em verdades e princípios eternos, que não mudaram desde suas instituições, frente a um sociedade pós-moderna, com alta tecnologia, totalmente conectada e que depende cada vez menos do exercício da fé.
“ Não é mais necessário esperar por uma resposta, por um retorno de um ente querido que viajou e, que em idos tempos, se fazia necessário o uso dos joelhos no chão e um coração contrito e quebrantado, suplicando a Deus que os guardassem no trajeto. Hoje é possível acompanhar o deslocamento em tempo real, com câmeras a bordo. É sim um tempo de mudanças drásticas e rápidas, e o grande desafio da Igreja é assimilar estas mudanças e dar respostas com a dialética da verdade eterna em meio a esta nova realidade, finaliza.

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