Protegido pelo sangue: Bolsonaro, Israel e a pulseira

Por Luiz Carlos da Cruz

Pouca gente notou, mas o presidente Jair Messias Bolsonaro usou hoje, durante a posse, uma pulseira azul com letras em cores brancas que trazia a inscrição “Protegido pelo sangue”, numa referência ao versículo 11 do capítulo 12 de Apocalipse.  “Eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do testemunho que deram; diante da morte, não amaram a própria vida”, diz o texto bíblico.

Bolsonaro tem usado essa pulseira já há algum tempo.

O versículo em questão está inserido em um contexto complexo e de difícil interpretação do Apocalipse, mas trata da visão de João na Ilha de Patmos sobre os acontecimentos que marcariam o fim dos tempos. Na visão, João vê a mulher, grávida e com dores parto, vestida de sol com 12 estrelas sobre a cabeça e o dragão vermelho que com sua cauda derrubou a terça parte das estrelas do céu.

Não quero assumir o papel de professor de escatologia, mas é sabido que a mulher representa Israel – alguns sugerem que se trata de Maria, mãe de Jesus, mas uma análise mais aprofundada do texto deixa bem mais claro que se trata do povo de Deus. Quando a Bíblia fala que o Dragão (nem precisa dizer que trata-se do Diabo) tentaria matar o Filho da mulher após o nascimento está se referindo a Jesus, que nasceu em Israel. Como não conseguiu matar o Filho que “foi arrebatado para Deus até ao seu trono”, o Dragão passou a perseguir a mulher (Israel).

Qual é a nação mais perseguida ao longo da história? Israel precisa o tempo todo se reafirmar como nação porque a perseguição é grande, inclusive pela ONU (Organização das Nações Unidas). E a perseguição só irá aumentar.

O texto segue dizendo que a mulher (Israel) também terá ajuda dos povos e nações a ela favoráveis como se vê no versículo 16: “E a terra ajudou a mulher; e a terra abriu a boca e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca”. Por fim, o remanescente israelita será absolvido pelo Justo Juiz e estará seguro, enquanto o Inimigo ficará parado sobre a areia do mar sem poder prosseguir com seus intentos.

Trazendo isso para um contexto atual sobre o Brasil e sua aproximação com Israel, vejo que se desenha uma posição da nossa nação quando a perseguição contra o povo judeu se acentuar até chegar à Grande Tribulação. Isso desembocará na Batalha do Armagedom, após um falso período de paz, quando exércitos se levantarão contra Israel, mas algumas nações ficarão do lado do povo israelita.

Os Estados Unidos já mudaram sua embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, reconhecida pelo governo norte-americano como capital do povo judeu. Brasil e Austrália já demonstraram que também pretendem mudar suas embaixadas para Jerusalém. Isso tem despertado um furor em dezenas de países da Liga Árabe e da própria ONU. No dia 16, teci um comentário (veja imagem do post) sobre a Batalha do Armagedom, justamente sobre essa aproximação de alguns países com Israel contrariando as Nações Unidas.

Não acredito que as coisas acontecem por acaso e a pulseira de Bolsonaro precisa ser considerada, sim, dentro de um contexto escatológico. O Brasil acerta ao ficar do lado de Israel numa clara demonstração de que não se dobrará ao governo do Anticristo que governará a terra em breve, mas que será derrotado pelo próprio Filho da mulher. Como cristãos, devemos amar Jerusalém. “Sejam prósperos os que te amam”, dia a Palavra.

O Brasil vai experimentar um futuro de prosperidade nos próximos anos simplesmente por apoiar Israel. Resgatamos nosso papel pró-Israel desde que o estado judeu foi criado, numa reunião da ONU presidida pelo brasileiro Osvaldo Aranha há sete décadas. Esse apoio a Israel fatalmente levará o Brasil a ser odiado por muitas nações, mas Deus diz: “Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem”.

Luiz Carlos da Cruz é jornalista e apaixonado por Israel

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