Pesquisa mostra tendência evangélica para 2018

Apenas dois em cada dez brasileiros (19%) admitem que votariam em um candidato indicado por lideranças de seu segmento religioso, segundo revela pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha e divulgada nesta segunda-feira (23).

O percentual de eleitores que dizem levar em conta as indicações de lideranças religiosas ao votar é maior entre os evangélicos – que hoje representam o segundo maior contingente religioso do Brasil, abrangendo 32% da população. Segundo o Datafolha , chega a 26% o índice de evangélicos que seguiriam recomendações da igreja na urna eletrônica – taxa que sobe para 31% entre os adeptos do movimento neopentecostal (corrente representada pelas igrejas Universal e Renascer em Cristo).

Embora 19% dos brasileiros adeptos de alguma crença admitam a influência da religião em seus votos, o total de eleitores que efetivamente disseram já ter votado em candidatos apoiados por guias de fé é de apenas 9%. Nesse ponto, os evangélicos mais uma vez  presentam índice acima da média: 16%  dessa parcela do eleitorado disse já ter apertado o botão “confirma” para candidatos indicados por líderes de suas igrejas.

Apesar de a pesquisa mostrar que a grande maioria dos brasileiros nega seguir a igreja ao votar, a religião não é deixada de lado na hora de o eleitor se dirigir à urna eletrônica. Apresentados às hipóteses de se depararem com um candidato católico, um evangélico e um ateu, os eleitores entrevistados pelo Datafolha manifestaram resistência em relação a esse último.

De acordo com o instituto, 25% dos entrevistados disseram que votariam, “com certeza”, no candidato católico – que teve rejeição de só 16%. Já o candidato evangélico arrebataria o voto de 21%, enquanto 24% dos entrevistados disseram que não dariam seu voto a ele de jeito nenhum. O candidato ateu, por sua vez, só receberia os votos de 8% dos entrevistados. Mais de a metade dos eleitores (52%) disse que não votaria nesse candidato que não crê em Deus.

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