Pastor Samuel Câmara inaugura nova convenção da Assembleia de Deus

Após se desligar da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) por discordar do clã Bezerra, que comanda a Igreja há três décadas, o pastor Samuel Câmara lançou neste sábado (2), a convenção dissidente. A Convenção das Assembleias de Deus no Brasil (CADB) provocou uma divisão histórica na maior igreja evangélica do País.

No site da nova convenção, a CADB diz “a história da Convenção da Igreja Assembleia de Deus está de Volta ao seu Lar”, nua referência à cidade de Belém (PA), por onde começaram os trabalhos da denominação. O templo de Belém é chamado de “Igreja Mãe”.

A nova convenção tem provocado uma avalanche na CGADB, presidida pelo pastor Wellington Júnior, filho do ex-presidente José Wellington Bezerra da Costa. Na semana que passou, convenções estaduais anunciaram o desligamento da CGADB e migraram para a CADB.

O presidente da Cemadeb (Convenção Evangélica de Ministros de Ministros das Assembleias de Deus do Estado da Bahia e Outros), pastor Valdinei da Conceição Santos, informou ao site JM notícia, que pediu o seu desligamento da CGADB e anunciou que irá acompanhar o pastor Samuel Câmara.

“Informo a todos os Ministros que formamos a CEMADEB com filiais nos estados de Alagoas, Pernambuco, Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Camboriú-Sc, Rio Grande do Norte, Espirito Santo e outros, com filiais em mais de 90 cidades do estado da Bahia, que estamos filiando à CADB, neste novo projeto do Pastor Samuel Câmara. Nossa Convenção tem em seu cadastro mais de 600 ministros filiados em todo estado da Bahia e outras Coordenadoria regionais e estaduais”, informou em nota.

O pastor Antônio Fortunato Cabral de Farias, presidente da Convenção Fraternal das Assembleias de Deus no Estado da Paraíba (Confradep), também anunciou o desligamento da CGADB.

Mais de 25 mil pastores devem se associar à CADB, líderes de diversas convenções já se desligaram da CGADB e outros ainda o farão. Entre os motivos para o desligamento da Confradep, segundo escreveu o pastor Gesiel Oliveira, seria as possíveis fraudes cometidas na última eleição da CGADB, além do sentimento de desrespeito para com os ministros que não fazem parte de convenções majoritárias no Nordeste.

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