O que Cristo faria se ouvisse a frase “Jesus é travesti?”

Na semana que passou uma polêmica tomou conta dos “debates gospel” nas redes sociais e entre pastores de todo o Brasil. O cantor Johnny Hooker se envolveu em uma polêmica durante um dos seus shows, quando saiu em defesa de um monólogo chamado Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu, no qual o personagem principal é interpretado pela artista transexual Renata de Carvalho. O cantor repetiu várias vezes a frase “Jesus é travesti” e induziu o público a fazer o mesmo.

Pastor Edmar Costa, da Igreja Batista da Vitória, em Cascavel

Pastores e crentes de todo o Brasil saíram “em defesa” de Jesus Cristo e atacaram sem piedade o cantor. O caso chegou a ser denunciado ao Ministério Público. A pergunta que fica é: o que faria Cristo se ouvisse a frase “Jesus é travesti?”

Em Cascavel, o pastor Edmar Costa, da Igreja Batista da Vitória, gravou um vídeo com uma reflexão sobre o caso. Disse que ficou admirado coma pronúncia do rapaz, mas ponderou sobre ele.

“Fique pensando de várias formas e deu uma vontade de defender Cristo, mas Cristo não precisa ser defendido”, destacou.

Ele ressalta que muitas vezes as pronúncias vão mais para o lado pessoal, conforme o conflito, o momento e as afrontas que a pessoa está passando momentaneamente. “Aí fiquei pensando: e se Jesus estivesse naquele local.”

O pastor Edmar, que disse imaginar que com aquelas palavras o rapaz pudesse estar tentando dizer que Cristo ama os travestis, acredita que possivelmente Jesus iria se dirigir ao moço e abraçá-lo, talvez até fizesse um carinho nele.

“O fato é que nós estamos num conflito muito grande. Eu tenho dificuldades, problemas como todos nós temos. Tenho costumes que eu gostaria de não tê-los e isso é muito conflitante. O fato é que a empatia é muito pouco exercitada. O que faria Jesus”? indaga.

Ele destaca que se o moço fosse visitar sua igreja seria recebido com carinho porque o amor de Deus transcende os costumes religiosos.

“Me deu uma vontade danada, como pastor, de chegar aqui e manifestar a minha defesa contra essa fala que parece que foi tão agressiva, mas eu procurei entender que ele tava dizendo, no meu entender, que Jesus amava os travestis. Eu não acredito que ele quis falar de outra forma, ou se teve essa intenção é porque alguma coisa aconteceu na trajetória da sua vida pra que ele viesse ter essa expressão. O fato é que Cristo ama ele como me ama também. Cristo não ama o meu pecado, mas me ama”, destaca.

O pastor diz que é preciso ponderar sobre essas questões, ressalta que a Igreja necessita  se manifestar, mas mostrando o amor de Deus, mesmo diante de uma afirmação que pareça ser tão grosseira e agressiva.

Deus de misericórdia

Ele lembra que Deus é misericordioso e infinito em bondade. “A palavra de Deus diz que a misericórdia de Deus se renova a cada dia, ou seja, a misericórdia de ontem não foi a de hoje e a de hoje não será a de amanhã”, declara.

Para o pastor, talvez a Igreja esteja em uma direção que precise retomar e apresentar o amor de Cristo e sua bondade e deixar que o próprio Jesus transforme o coração das pessoas.

“A religião precisa ser defendida, mas cristo não; a religião complica, mas cristo simplifica; a religião tem regras, mas Cristo ama incondicionalmente”, observa.
Assista ao vídeo do pastor Edmar Costa clicando aqui.

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