Bolsonaro vai a igreja evangélica como candidato e pode se complicar com a Justiça Eleitoral

O candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) foi a um culto na Igreja Batista Atitude, no Rio de Janeiro, como candidato e poderá ser enquadrado por propaganda irregular, conforme prevê a legislação eleitoral.

Michelle, a esposa dele, é freqüentadora da igreja.

A lei eleitoral proíbe que candidatos façam campanha em “bens públicos de uso do povo”, e as igrejas se enquadram nessa categoria — assim como estádios, cinemas, paradas de ônibus e lojas, por exemplo.

O presidenciável publicou nesta terça (21), em sua conta no Twitter, um vídeo em que fala ao público da Igreja Batista Atitude, no Rio, a convite do pastor Josué Valandro Jr.

O candidato, com microfone na mão, primeiro conta estar “muito emocionado”, parece lacrimejar e, depois de alguns segundos, explica por que concorre ao Palácio do Planalto.

“De tanto ver coisas erradas, há quatro anos eu decidi fazer o que estou fazendo”, afirma. “Sei o que os outros têm, mas eu tenho o que eles não têm. Eu tenho a paz dentro de mim, graças a Deus tenho uma família maravilhosa”, continua.

Bolsonaro durante culto na Igreja Batista Atitude, onde sua mulher congrega

“Encerrando: o Estado pode ser laico, mas eu sou cristão”, ele afirma nos segundos finais. Bolsonaro se declara católico, mas é próximo do eleitorado evangélico e teve seu casamento com Michelle celebrado pelo pastor Silas Malafaia, em 2013.

Ao jornal Folha de S. Paulo, a Procuradoria-Geral Eleitoral, por meio da assessoria de imprensa, diz que está acompanhando de perto o caso, mas não há uma denúncia aberta por ora.

Em anonimato, por não querer se pronunciar sobre um caso em andamento, um procurador disse à Folha que vê margem para que a chapa de Bolsonaro seja multada (de R$ 2.000 a R$ 8.000) por propaganda eleitoral irregular.

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