Bancada evangélica é menos branca, mais nova e mais casada que a média

Pastor Hidekazu Takayama preside a Bancada Evangélica (Foto: Agência Câmara)

O jornal Folha de S. Paulo fez um levantamento sobre a bancada evangélica na Câmara dos Deputados, que hoje possui 80 parlamentares, o equivalente a 15,5% dos 513 deputados que compõe o Legislativo.

Segundo reportagem da Folha, trata-se de um corpo deputados menos branco, mais novo, como maior apego ao matrimônio e menor índice de diplomados. Além disso, foram eleitos com campanhas mais baratas o que, para a Folha, se deve ao “empurrãozinho de igrejas”.

A maioria vinda de igrejas da Assembleia de Deus (23) e da Universal do Reino de Deus (14). Na sequência aparece a Batista (7), Quadrangular (4), Presbiteriana (3), Internacional da Graça de Deus (3), entre outras.

Prioridade

A prioridade para 2017 já está posta: “Lutar contra esse ‘tiroteio’ orquestrado dos ateus e ‘esquerdopatas’, via rótulo de arte, contra nossas crianças”, diz o presidente da frente, o pastor Hidekazu Takayama (PSC-PR), evocando recentes polêmicas com o mundo artístico, entre as quais a da mostra “Queermuseu”, com hóstias ornadas com a palavra “vagina” e pinturas inspiradas em fotos do site “Criança Viada” no rol de obras.

Não é de espantar, portanto, que a ala se dedique quase duas vezes mais a temas reunidos sob o selo “direitos humanos”. Eles representam o mote mais pop entre evangélicos, com 7,3% das proposições apresentadas pelo grupo. Considerando o total de deputados, cai para o sétimo campo de interesse (4%).

Uma amostra: o projeto de decreto legislativo do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para tentar sustar resolução da Secretaria de Direitos Humanos que orienta instituições de ensino a garantir direitos de travestis e transexuais.

 

Veja matéria completa no jornal Folha de S. Paulo

 

 

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