Aos cristãos que oraram pela eleição

Por Delair Borges
Nunca antes na história deste país houve tamanha união entre os cristãos em geral com um objetivo só: orar pelos futuros governantes. Alguns foram às ruas, outros usaram redes sociais para se posicionarem politicamente e alguns oraram. Finalmente o meio cristão – incluindo líderes em geral – decidiu assumir uma postura firme. Spurgeon, ainda no século XIX, já advertia sobre essa impossibilidade neutra. “Só os tolos acreditam que política e religião não se discutem. Por isso os ladrões permanecem no poder e os falsos profetas continuam a pregar”. Nunca antes na minha história valorizei tanto o que um pregador do passado falou. Postura. Atitude. Posição. Clareza. Sinceridade. E muito mais. Que sejam destronados os ladrões e falsos profetas e se levantem as pessoas de bem e de Deus!
 O que Charles Spurgeon estava dizendo no século passado é o que a Bíblia já nos diz há muito mais tempo. Se pessoas que prezam pela honestidade, meritocracia e justiça não se levantarem, os que prezam pela imoralidade e injustiça social se fortalecerão.
 As Sagradas Escrituras alertam que nosso Deus é do sim ou do não. Ele não tem  meio-termo, neutralidade, imparcialidade, em cima do muro, os da coluna do meio, etc. Também temos de sua própria boca a sentença proferida contra os mornos: ‘Porque não é nem frio nem quente estou a ponto de te vomitar’. E embora muitos pensem que Jesus foi condescendente com Pilatos, ele claramente não o inocentou pelo ato covarde de lavar as mãos. Ele disse algo como: ‘Os outros têm pecado maior, mas você tem a sua parcela, sim, querido’.
 Muitos cristãos ainda, por certo (certo?) receio da opinião pública, não adotam uma postura convicta com relação ao atual momento político. Muita gente de bem não se candidata a cargos eletivos porque sabem do poder da língua, que é um mal incontrolável, cheia de veneno mortal. Pouca gente sabe disso e ainda assim tem coragem (convenhamos, isso é digno de admiração). Einstein nos deixou vários legados, é dele algo que sempre me lembro nesse contexto: ‘Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, em relação ao universo, ainda não tenho certeza absoluta’. Estupidez, aliás, é coisa que sobeja nesse cenário político nas redes sociais. E, por conta disso, muitos relacionamentos terminaram e alguns saíram com escoriações, de leves, moderadas a graves… O posicionamento é necessário, sim. E amar nossos semelhantes com posições diferentes é mais importante ainda!
E se você é cristão e os governantes que foram eleitos (incluindo principalmente o Presidente) não foram os que você gostaria, agora é hora de mais união ainda! É a famosa oportunidade para negar-se a si mesmo pelo bem maior: a ordem e o progresso do Brasil! O próprio apóstolo Paulo recomendou que façamos súplicas e orações em favor de  todos os que exercem autoridade, e explicou que isso é necessário para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica. Portanto, agora, mais do que antes é necessário que oremos porque precisamos ter tempos de paz. Se você votou 13, ore pelo 17. Se você votou 17, ore pelo 17. É passado o tempo de estar certo; é chegado o momento de termos paz.
Digo isso porque engana-se quem pensa que após a eleição, podemos deixar de orar porque Deus já escolheu nossos governantes e é Ele quem institui autoridades. Foi-se a eleição, ficaram os eleitos.
Há aqueles que, descontentes com a escolha da maioria, entristeceram-se e se recolheram, esperando o tempo passar para ver no que é que dá e como é que fica. Dentre esses há os que estão torcendo para piorar (apesar da célebre sentença do filósofo Tiririca), há os que estão até desejando estarem errados e há os que trabalham para dar tudo errado…

Contra esses é nossa luta agora! Se cristãos genuínos não se unirem à partir deste momento, mais até do que antes, é certo que um processo de impeachment está sendo gestado e mais instabilidade o país terá, mais tempos incertos virão e mais imoralidade sexual e desonra às autoridades (instituídas por

Delair Borges é pastora, palestrante e escritora

 

Deus, diga-se de passagem) acontecerão. Se nós, como meros mortais, precisamos da oração uns dos outros, quanto mais aqueles que estão se posicionando por leis que prezam pela ordem e pelo progresso da nossa nação.

Cristãos, filhos de Deus Pai, se nós cremos que é feliz a nação cujo Deus é o Senhor, há ainda muito que lutar! Ganhar a primeira batalha não significa ganhar a guerra. Precisamos continuar com o mesmo ânimo nos joelhos, com a mesma humilhação na cerviz e com a mesma súplica nos lábios!

 

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